Demolição por Implosão

Este processo, ideal para demolição de estruturas de grande porte, utiliza uma pequena quantidade de explosivos de forma a criar uma descontinuidade em certos pontos na estrutura (normalmente pilares), fazendo com que esta entre em ruína e que, através do seu próprio peso, se fragmente o mais possível ao atingir o solo durante a queda. O colapso da estrutura é provocado centralmente fazendo com que a estrutura ceda sobre si mesma, como se algo a «puxasse» na direcção do seu centro.

O explosivo apenas é colocado em determinados pisos ao longo da altura da estrutura, esperando-se que a parte desta onde não foram colocados explosivos se fragmente apenas durante a queda e no impacto com o solo.

Para além dos riscos comuns que existem nos trabalhos de demolição, este processo tem outros riscos associados dos quais destacamos particularmente:

  • Queimaduras;
  • Pancadas de fragmentos;
  • Danificação de equipamentos e instalações;
  • Explosões não programadas causadas por correntes «parasitas» ao percorrem o circuito durante a montagem de detonadores eléctricos;
  • Ruído e vibrações.

Tais riscos poderão ser reduzidos se forem implementadas as seguintes medidas de prevenção:

  • Contratar uma empresa qualificada em demolição de edifícios com recurso a explosivos, para dar sequência à elaboração e à execução de um plano de trabalhos que equacione os seguintes aspectos essenciais:
    • Protecção do público e do tráfego de veículos;
    • Protecção de propriedades adjacentes;
    • Garantia de abastecimento de água, electricidade e telefones às edificações vizinhas;
    • Ocupação, encerramento ou desvio de arruamentos e vias públicas;
    • Vedações;
    • Controlo do ruído e do pó;
    • Seguros;
    • Segurança dos trabalhadores;
    • Acabamento do trabalho – limpeza.
  • Verificar previamente:
    • A existência de pessoal encartado e com cédula que esteja devidamente autorizado a manusear explosivos;
    • Se estão cortadas todas as infraestruras (água, gás, eletricidade, etc.);
    • A existência de fotografias com registos de todos os danos já existentes, tais como, fissuras em construções vizinhas, vidros partidos, etc.
  • Adquirir os explosivos em quantidade suficiente atendendo o tipo de edificação a demolir;
  • Transportar os explosivos em paiolins adequados;
  • Armazenar os explosivos em locais devidamente sinalizados e licenciados pelas entidades competentes;
  • Não fumar na proximidade de explosivos e durante o seu manuseamento;
  • Respeitar os diagramas de fogo;
  • Vedar a área de carregamento até ao rebentamento;
  • Por ocasião da montagem de detonadores eléctricos (cujo rebentamento se dá com 0.35 amperes de intensidade de corrente), o operador deve assegurar que não existem linhas de alta tensão, ou emissores de rádio susceptíveis de desencadear detonações prematuras;
  • Antes da detonação, o operador deve:
    • Certificar-se que não existem equipamentos ou trabalhadores em posição de poderem sofrer danos e lesões;
    • Emitir um sinal acústico adequado indicando o início da operação;
  • Após a detonação, o operador deve:
    • Interditar o acesso ao local por um período de 5 ou 60 minutos, conforme se trata de um disparo eléctrico ou por rastilho (Decreto-Lei n.º 162/90, de 22 de Maio);
    • Emitir um sinal acústico adequado indicando o fim da operação.
  • Não acender de novo o rastilho para detonar os tiros falhados.

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